domingo, 22 de outubro de 2006

20 a 22/10/2006 - Porto do Barquinho

Inauguração de lagoa para o Friday Night, resolvi reunir alguns bons companheiros para uma navegada um pouco mais longa, ao Porto do Barquinho na Lagoa dos Patos. Fomos eu e os amigos e comandantes Ferrugem-Igaraçu, Cylon-Raio de Luar, Luizinho Ungaretti-Escape e Jorge Zaduchliver-Feitiço, este último nosso psiquiatra a bordo (também, com esse banco de loucos...).

Luizinho: pau para toda a obra
Saímos às 22:30 de sexta-feira (20/10/06) do VDS, fazendo jus ao nome do barco e deixando a belíssima festa da nossa amiga Dulce Englert, que rolava solta. Vento SE cerca de 10 nós, gostosa velejada de contravento. Já na saída a primeira travessura, deixamos escapar o cabinho do Lazy Jack, o que obrigou nosso amigo Luizinho a ir buscá-lo lá na cruzeta. A escolha dele para subir no mastro foi bem fácil, era só ver o peso do resto da turma. Além do mais, ele fez suspense até o último momento sobre se iria ou não conseguir o alvará para o final de semana.

Navegando à noite com até 9 nós
Passamos Itapuã com o farol apagado, bem como uma das bóias de fora, e a lagoa muito mansa e gostosa para nos receber. Vento E entre 10 e 15 nós, o barco fazendo consistentemente acima de 7 nós, dando picos acima de 8. O GPS marcou um "max speed" de 9 nós neste trecho, não chegamos a notar o momento exato. Amanheceu às 5:40, algum tempo antes do banco de S. Simão, para depois darmos uma orça folgada até o Porto do Barquinho, onde chegamos às 9:00 após 10:30 de velejada.





















Indo para a reunião à nado

Aí sim tiramos a clássica "torinha", já nos preparando para o churrasco a bordo na sequência. Ficamos esperando os nossos amigos Tony Caguccio (que maldade com a língua pgesa do rapaz!) e Joaquim Fonseca, lá de Pelotas, que haviam combinado de encontrar o Ferrugem para discutir detalhes do cruzeiro POA-Rio Grande, que está sendo preparado, só que eles não chegaram a tempo e perderam o churras ao meio-dia. À tarde uma boa caminhada de reconhecimento no belo lugar, e o "Brucutu" Cylon quase que sai caminhando até o Cristóvão Pereira. Nesse meio tempo chega o veleiro Rigel com o Joaquim e o Tony, que vem nadando ao Friday Night para a conversa com o Ferrugem. À noite uma espetacular lasanha, já nos preparando para a saída do dia seguinte cedinho.

"Correndo a batimétrica"
Domingão 6 da manhã desatracamos, vento NE um pouco mais forte, de 13-18 nós, um través até passar o banco de S.Simão, e eu já pensando na orça dura que viria pela frente. Tentamos subir para pegar bem no final do banco, e economizar toda uma distância de barlavento que seria bem valiosa na subida com vento NE.

Por sugestão do Ferrugem fizemos uma navegação à moda antiga, "correndo a batimétrica" (te mete!!), que nada mais é do que contornar o banco tendo como referência uma determinada profundidade segura. Nos aproximamos do banco pensando em contorná-lo com 3m de profundidade, um pouco mais a W dos pontos indicados pelo Comte. Knipling em seu livro. Como aqueles pontos eram bons para "calado de 1,50m com água média", nas palavras do autor, resolvi não arriscar com os 1,70m de calado do Friday Night e seguimos um pouco mais.

Para nossa surpresa nem chegamos aos 3m da nossa "batimétrica", atravessamos direto com no mínimo 3,5m, deixando o farolete do S.Simão à 1,8MN para SW. Começamos no rumo de Itapuã com orça cravada mas com o barco bem equilibrado e andando bem, entre 6 e 6,5 nós, só que o prazer durou pouco. O vento foi diminuindo até quase parar e virar para N e depois para NW, então não tivemos opção senão acionar nosso tripulante japonês (Mr.Yanmar), que nos levou tranquilos até Itapuã.

Vídeo do Comandante: confissões do Luizinho a caminho de Itapuã.

video


Contrapeso na retranca
Na chegada uma pequena barbeiragem e demos uma encostadinha na areia da Coroa do Campista, defronte à praia do Sitio, o que obrigou o comandante a dependurar-se na retranca. Nosso tripulante Brucutu não perdeu a chance de pular na água para dar uma "empurradinha", tudo sem maiores problemas e no maior bom humor. Ancoramos para almoçar na praia da Pedreira e já tomar um banho caprichado, que era para não chegar em casa fedendo.

Ainda sem balão
Retorno para o clube em seguida a motor, vento quae zero, com meus amigos insistindo para passar por dentro da Chico Manoel, o que economizaria um bom trajeto. Bom, comprovadamente não dá. Bem devagarinho e bem longe das "netinhas", fomos entrando na Chico pelo sul, o Cylon dizia: "2,40m, é o mais raso que fica....". Depois: "2,00m, é o mais raso que fica, já vai afundar...". Só que não afundou, marcou 1,80 e mais uma encostadinha no chão (já ví que tenho que ajustar o offset do eco!), então demos toda a volta de novo, livrando bem as vovós e netinhas e viemos embora, a esta altura já com um gostoso SE de 15 nós que havia se apresentado. Só lamentei nesta finaleira foi não estar com o meu gennaker, que ainda não chegou mesmo após 6 meses da encomenda (pô, Tandi!).

Chegamos no clube domingo às 18hs, após 133,2MN navegadas. Em que pese a longa motorada na volta da lagoa, tudo sempre agradável e tranquilo, boas risadas com bons amigos, até que o psiquiatra de bordo não teve muito trabalho. E o barco se comportou super bem como esperado, macio na onda, anda bem, vai que é um Dodge. Faremos outras!

Grande abraço,

Fred Roth (ou Comte. Fredinaiti)




(postagem publicada originalmente no site http://www.popa.com.br/)


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