sábado, 17 de dezembro de 2011

14/12/2011 - Temporal na Última Regata do Ano

A flotilha na largada (foto: divulgação VDS)

Fechamos com chave de ouro a nossa temporada de regatas de 2011, com o nosso Velejaço Noturno de dezembro, em uma tarde de calor e nuvens carregadas, prometendo temporal, o que terminou acontecendo.

Foto: divulgação VDS


Nossa tripulação foi formada pelo Capucha, Magrão Gói, Magrão Falcetta, André Wahrlich, Guga e este comandante.

A gurizada medonha do Friday Night!  (foto:divulgação VDS)

Largamos às 19:50 dessa quarta-feira, com um ventinho leste de 6-8K. Do outro lado do rio, relâmpagos e algumas formações bem carregadas a oeste, um prenúncio do que estaria por vir. Tivemos 19 barcos na raia, com destaque para o Madrugada (mais uma vez o fita-azul) e os nossos oponentes, Molokai e Aquavit, da turma dos 36'.

(foto:divulgação VDS)

Largamos mais por barlavento da raia rumo ao centro da cidade, apenas evitando algum buraco de vento junto à Ponta do Estaleiro. Montamos o farolete 142 já em segundo, atrás do Madrugada, quando o vento deu uma pequena aumentada para 10-12k e confirmamos o acerto da nossa decisão de fazer esta perna só de genoa. O Madrugada tentou colocar o gennaker mas não segurou o rumo com o ângulo do vento muito orçado, terminou arribando muito e perdendo algum tempo para retirar a vela mais à frente. Depois eles recuperaram, claro, seguindo na frente até o final.

O Madrugada faturou mais uma (foto:divulgação VDS)

A galera animada na nossa subida de través
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No retorno do centro da cidade cruzamos com toda a flotilha ainda subindo, o charutão a oeste começou a se armar, com trovões e relâmpagos em profusão.

Voltando para casa, com o charuto se armando à esquerda...

...e a turma do andar de cima "arrastando os móveis"
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Com o vento leste ficando mais fraco e a perspectiva de entrada do temporal de oeste, a comissão de regatas resolveu encurtar o percurso e dar a chegada no farolete 140, o par da Piava.

Esta última perna do farolete 142 no Beira-Rio até a chegada foi de gennaker com o pau de spinnaker a bombordo, aproveitando o ventinho leste que foi diminuindo até quase parar. Nossa chegada em 2º lugar já foi com as primeiras rajadas de oeste soprando, ainda fraquinhas. Assim que cruzamos a linha tratamos de baixar as velas e aduchar a mestra na retranca, rumando rapidamente para o clube a motor.

O temporal entrou forte bem na hora da nossa chegada ao Veleiros, a atracação do barco no box ficou complicada pelas rajadas de 30-35k de oeste-noroeste, mas pelo menos estávamos abrigados. Menos sorte sobrou para os que estavam mais atrás e pegaram a pauleira no meio do rio, alguns sofreram avarias e outros tiveram que se abrigar na baía do Veleiros antes de seguirem para seus clubes, mas felizmente ao que consta ninguém saiu machucado.

Belíssima navegada com algum estresse e emoção no final.

Que venha a temporada 2012!





domingo, 11 de dezembro de 2011

11/12/2011 - Regata de Recuperação no Aniversário do Veleiros

Foto: divulgação VDS

Fizemos boa uma regata de recuperação no velejaço de aniversário do VDS, após uma largada confusa e um tanto quanto lotérica.

Nossa tripulação foi composta por este comandante, o Ferrugem, o Barba-Ruiva, o André Wahrlich e os dois magrões, o Gói e o Edu Falcetta.

O percurso foi um "carrossel" entre o Veleiros, a bóia-cega 125 um pouco acima da Piava e o farolete 142 do Beira-Rio, com duas passagens em uma bóia inflável bem defronte ao clube.

Este percurso gera uma condição era de muitas rondadas com o S-SE do dia, com muitos buracos de vento nas proximidades do Veleiros, pela sombra do morro da Vila Assunção.

Nossa largada foi de balão por sotavento da flotilha e um vento bem fraquinho, no rumo da Piava e da bóia 125. Esta não se mostrou uma boa estratégia assim que saímos da sombra do morro, pois os barcos que estavam mais orçados pegaram o vento antes e dispararam na frente. Terminamos fazendo a primeira montagem na bóia 125 atrás do Madrugada, do Boa Vida (Wind 43'), do Aquavit (Frers 36'), do Molokai (Delta 36') e do Noa-Noa (Fast 303).

Foto: divulgação VDS

Foi nessa montagem que começou a nossa recuperação, primeiro ultrapassando o Molokai e o Noa-Noa. Na montagem da bóia inflável do Veleiros ainda fomos ultrapassados pelo Alforria (Fast 410) e novamente pelo Noa-Noa, que entraram mais por perto do morro e cruzaram na nossa proa com direito. Depois disso passamos de novo pelo Noa-Noa praticamente encostamos no Aquavit e no Alforria no contorno farolete 142.

Nossa montagem de bóia no encalço...

... e depois o bafo na nuca do Aquavit (fotos: divulgação VDS)

A descida do Beira-Rio até a bóia 125 foi palmo a palmo com o Alforria, após teremos passado o Aquavit logo no início da perna. Montamos a bóia na frente dos dois e a partir daí o desafio foi segurá-los, especialmente o Alforria com seus 5 pés a mais na perna de balão.

A montagem do Alforria ainda na frente do Friday Night (foto: divulgação VDS)

O Aquavit perdeu tempo na baixada de balão e ficou um pouco para trás, mas o Alforria seguiu na nossa cola e dando muito trabalho até o final, quando terminamos cruzando uns 10 segundos na frente deles.

Monitorando o Aquavit com o Alforria mais por sotavento

No final chegamos em terceiro, mas chegar atrás do Madrugada e do Boa Vida até que não tem grande novidade. Legal mesmo foi a recuperação e a ultrapassagem dos três da nossa turma, tudo isso com muitas manobras, põe balão, tira balão, a galera trabalhou forte e se divertiu.

Baita pega do Boa Vida com o Madrugada, que chegou na frente por 6 segundos (foto: divulgação VDS)


Tripula de fé, os dois Magrões, ...
 ... o Barba e o Wahrlich, pelo fotógrafo Ferrugem



Faremos muitos outros!

04/12/2011 - Emoções no Aniversário do Janga

Foto: site do Clube dos Jangadeiros (CDJ)

Boas emoções no velejaço de aniversário do Jangadeiros. Fomos com este comandante, o Wally Jacaré, Jorjão Zaduchliver, Magrão Falcetta e o Guga.

Foto: site CDJ



A largada foi com uma merrequinha de sul defronte ao Janga, largamos de balão e depois descemos o canal de navegação pelo pelo par da Piava até o farolete 134, para seguir de contravento até a bóia 119 e retornar.

Foto: site CDJ

Já no início da orça o vento sul mostrou sua cara e entrou mais forte, firme nos 15-16 nós e com rajadas de mais de 20. O nível do rio estava muito baixo após uma semana de vento leste e seca, o que representava um desafio adicional, de descermos de contravento cuidando bem as bordas do canal, especialmente do lado oeste.

Estávamos atrás do Tempest e disputando cambada a cambada com o Virtú, outro Delta 32 regateiro, quando ouvimos um estouro e nossa genoa despencou. Pensamos inicialmente em um estouro da adriça mas na verdade foi o punho da nossa G2 que arrebentou com a tensão, fim de jogo para a vela nessa regata. Cogitamos desistir mas rapidamente lançamos o nosso "Plano B": colocar o estai intermediário e a genoa 3 trinquetta, o que àquela altura não seria de todo mau, já que o vento a essa altura estava firme na casa dos 20 nós.

Perdemos um bom tempo nessa função de colocar o estai e trocar de vela, os barcos da frente dispararam mas o Jacaré coordenou a operação toda ainda a tempo de nos mantermos na frente do Aquavit na montagem da bóia 119.

A volta de popa-raso foi com emoção, optamos pelo gennaker ainda que o ângulo estivesse bem empopado, para minimizar o risco de penduladas com relação ao balão "grande", que mede uns 15m2 a mais. Ainda assim demos umas penduladas bem fortes, a pior delas quando estávamos margeando o canal de navegação pelo leste, com o alarme do eco apitando a 1,8m e nós dando umas arrastadas no lodo.

Ficamos assim por uns 2 minutos que pareceram uma eternidade, com todos a bordo já se preparando para uma travada ao encalharmos de "cano cheio" com o barco navegando a cerca de 8 nós. Felizmente conseguimos retornar ao canal sem dar jaibe e mantivemos a vantagem para o Aquavit, montando o farolete 134 e a Piava na frente deles e chegando na frente na classe Cruzeiro 40 (ainda que dois Delta 32' tenham chegado na nossa frente na geral).

Nossos parabéns às tripulações do Tempest e do Virtu, que velejaram muito bem.

Pendulando de gennaker na empopada..


...e nos aproximando da chegada em terceiro geral (fotos abaixo: site CDJ)




O Tempest faturou mais uma na geral...                                             


...e eu tive a companhia da Gabi na entrega de prêmios da Cruzeiro 40 (fotos: site CDJ)



terça-feira, 22 de novembro de 2011

19 e 20/11/2011 - Macacada e Encalhadas na Chico


Fim de semana básico na Chico, onde fomos brindados com algumas emoções inesperadas.

A tripulação foi familiar, com este comandante, a Susi, o Rafa e a Gabi. Seguimos a motor no sábado à tarde, com um vento E-SE bem contrário ao nosso caminho. Já na saída do Veleiros vimos que o nível do Guaiba estava muito baixo após uma semana inteira de tempo seco e vento leste.

Passamos o canalete do Jangadeiros e o ecobatímetro ainda ficou apitando uns 20 minutos com menos de 2m de calado (encalhamos com 1,70m!), até a metade da baía de Ipanema. Com isso já sabíamos que a atracagem na Chico não iria ser fácil.

A entrada na ilha foi tumultuada, com um atrapalhado de outro veleiro fazendo barbeiragens enormes junto ao molhe norte. Entramos na baía e já encalhamos no lodo, buscando o único lugar disponível no trapiche norte, ao lado do Canibal e do Solaris. Fomos até onde dava empurrando o fundo do rio com o motor, sendo que os últimos 5-6 metros foram caçados no molinete mesmo, até atracarmos de popa no trapiche, absolutamente cravados no lodo.


A noite foi ótima no galpão da ilha, com peixe na grelha e cantorias em geral, como já é tradição quando temos vários amigos por lá.
O encontro de gerações nas cantorias da ilha...
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... e a dupla Rafa / Tiago Fasolo no campeonato de "peido de suvaco"
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Aqui o Rafa já estava quaaase se entregando...



O sono a bordo foi super tranquilo com o barco cravado no fundo e sem balançar absolutamente nada. O que só fomos descobrir pela manhã foi que o rio havia baixado mais uns 30cm com a lestada da noite, nos deixando completamente presos naquele lugar.

Brincadeiras à parte (-Vai transformar o barco numa floreira? -Vai ficar até o próximo inverno?), logo tratei de achar uma maneira de sair daquele lugar, temendo que o rio baixasse mais e a coisa ficasse ainda mais complicada.

Saí para uma caminhada em torno do barco, tentando achar o melhor caminho para uma saída, ou seja, o menos raso. Dei ainda uma cavocada com o pé na frente do leme, também afundado no lodo.

Reconhecimento do terreno para tentar o desencalhe

Saímos do atoleiro com a técnica antiga da adernada, ao alcançarmos uma escota solteira presa na adriça do balão para os amigos na beira d'água, que conseguiram inclinar o barco e com isso destrancar a quilha do lodo. A partir daí foi abrir caminho no motor para ancorar no alinhamento do trapiche principal, ainda encostando no lodo mas sem tanta gravidade.

Agradeço ao meu irmão Guili e aos amigos "adernadores" Cylon, Luizinho e Francesco, pela empreitada do desencalhe.

Ainda pela manhã de domingo fomos surpreendidos por um bando de bugios circulando amigavelmente junto as árvores do galpão da ilha. Eu mesmo nunca tinha os visto assim tão de perto e com tanta naturalidade, e olha que já tem uns bons 30 anos que eu ando por lá.

Para os poucos que ainda duvidam que eles existem mesmo na Chico (tem gente que acha que é lorota...) seguem os registros tirados pelo Guili:

"No lo creo a los bugios, pero que los hay, los hay..."






Everybody macacada!!




O resto do domingo foi com uma grande churrascada na prainha, com os amigos dos veleiros Lord Marabu, Raio de Luar, Feitiço, Canibal, Escape, Fandango, Aquario II, Oceanics, Refúgio, Solaris e De Lua, além do pessoal da lancha Ohana (dizem que o Roberto Albuquerque é um lancheiro em fase de conversão...). Tudo isso ainda com uma criançada barulhenta e animada, aproveitando muito a praia, caiaque, brincadeiras e afins.

Algumas da criançada na farra da ilha:






Na volta o imediato Rafa foi o grande ajudante na faina da âncora, motoramos até a Ponta Grossa e depois velejamos até o Veleiros, dessa vez pelo canal de navegação e sem grandes estresses com calado e encalhadas.

O imediato a postos na proa



Tudo bom demais, faremos outros!!

Abaixo a imagem da Chico Manoel pelo Google Earth, com os waypoints da aproximação e entrada da ilha:


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

16/11/2011 - Noite Perfeita na Regata Noturna


Tivemos uma condição show de bola no segundo Velejaço Noturno da temporada, com temperatura agradável e ventinho fraco de S-SE de 8-10K. Noite de fazer propaganda e de vender barco.

Fomos com este comandante, o Ferrugem, Wally "Jacaré", Edu Falcetta e mais o amigo Roberto Albuquerque, este último um lancheiro em fase de conversão para a vela. Por via das dúvidas ele ficou como o nosso "puxador de cabos" oficial, mas até que fez tudo bem direitinho.

Preparativos para a largada
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Uns trabalham e os outros só olham
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Tivemos 12 barcos na raia, entre eles o Madrugada e a "nossa turma" dos 36 pés, que além do Friday Night tinha ainda o Molokai, o Aquavit e o Maragato. Este último aliás com o Magrão Gói, uma dissidência que lamentavelmente se vendeu para outra tripulação. Especula-se sobre os termos do contrato, valores de "luvas", etc...



Largamos às 19:50 e seguimos de balão desde o Veleiros até a bóia 137 no Gasômetro, com a competente trimada do sotavento com o Jacaré, acumulando com as suas funções tradicionais de "papagaio de pirata" e palpiteiro geral.



 Foto: divulgação VDS




A montagem da bóia para o retorno foi em 2º lugar atrás do Madrugada, que é praticamente imbatível no ventinho fraco, mas com boa distância do terceiro colocado que àquela altura era o Aquavit.
  
O Madrugada faturou mais uma (foto: divulgação VDS)

Os nossos oponentes, os dois Frers 36' Aquavit e Maragato... 
 ...e o Delta 36' Molokai

A volta foi de contravento e mantivemos a segunda posição até o final, cruzando a linha de chegada às 21:41. Para nossa surpresa o terceiro colocado não foi nenhum dos 36' mas sim o Sapeca, um pequeno J24 do veterano comandante Walter Bromberg, que andou muito bem no ventinho fraco.

O final da noite foi com um carreteiro especial no Veleiros, com as várias tripulações confraternizando. O "dissidente" Magrão Gói levou uma flauta forte mas aguentou firme a gozação da turma. Quem sabe ele volta...